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<title>Artigos &amp; Notí­cias</title>
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<copyright>Copyright (c) 2008, daniel</copyright>
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<title>Kiko Azevedo: design inspirado pela natureza</title>
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<summary type="text/plain"> . . . Existem muitas pessoas que possuem talento inato para determinadas tarefas, uma capacidade natural difícil de ser explicada mas fácil de perceber. Algumas conseguem aliar esta habilidade ao bom gosto e profissionalismo. É o caso de Kiko...</summary>
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<![CDATA[<p><DIV ALIGN=CENTER><br />
.<br />
.<br />
.<br />
<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54a0DBzU2I/AAAAAAAAAMU/JvgOmb0gZ5c/s1600-h/logo_viveiro.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54a0DBzU2I/AAAAAAAAAMU/JvgOmb0gZ5c/s400/logo_viveiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160591704481551202" /></a></div></p>

<p><br />
Existem muitas pessoas que possuem talento inato para determinadas tarefas, uma capacidade natural difícil de ser explicada mas fácil de perceber. Algumas conseguem aliar esta habilidade ao bom gosto e profissionalismo.</p>

<p>É o caso de <a href="mailto:kikoazevedo@gmail.com">Kiko Azevedo</a>, designer gráfico por vocação que encontrou na natureza a fonte de sua inspiração. Ex-aluno de arquitetura e técnico em hotelaria, o paulistano Kiko viveu os últimos anos nas belas regiões do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pantanal" target="blank">Pantanal</a> e de <a href="http://www.portalbonito.com.br/" target="blank">Bonito</a>, onde desenvolveu projetos com mídias e linguagens diversificadas. Hoje podemos afirmar sem medo de errar: quem passa por Bonito certamente encontrará algum material que leve sua assinatura. Desde logomarcas comerciais até projetos de grande porte nos sítios turísticos e publicações locais, passando por trabalhos para ONGs socioambientais e para a prefeitura local.</p>

<p><br />
<DIV ALIGN=CENTER><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54Z_DBzU0I/AAAAAAAAAME/8YdQlR745A4/s1600-h/maos_cartaz_coleta_final.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54Z_DBzU0I/AAAAAAAAAME/8YdQlR745A4/s400/maos_cartaz_coleta_final.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160590793948484418" /></a><span style="font-style:italic;">Material de divulgação do Projeto Mãos do Cerrado<br>FOTOS: © Daniel De Granville, 2006<br>ARTE: © Kiko Azevedo, 2006</span></div></p>

<p><br />
Alguns exemplos? Em 2005 Kiko desenvolveu a programação visual do <a href="http://www.guiasdecampo.com.br/" target="blank">Guia de Campo</a> de Bonito, um livro ricamente ilustrado que mostra as principais espécies de animais e plantas da região. O sucesso pode ser constatado pela ótima aceitação do produto e por publicações subseqüentes com layout claramente inspirado em seu trabalho. Quem <a href="http://www.guiasdecampo.com.br/_comoadquirir.htm" target="blank">adquirir</a> um exemplar poderá conferir pessoalmente o talento do artista.</p>

<p><br />
<DIV ALIGN=CENTER><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54hODBzU5I/AAAAAAAAAMs/m-ipdwgUTYw/s1600-h/mun_06_gil_20060526_014.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54hODBzU5I/AAAAAAAAAMs/m-ipdwgUTYw/s400/mun_06_gil_20060526_014.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160598748227916690" /></a><span style="font-style:italic;">Na Alemanha, o Ministro Gilberto Gil<br>confere o Guia de Campo de Bonito<br>Foto: © 2006, Gustavo Dessoy</span></div></p>

<p><br />
E quando for visitar os atrativos naturais da região, novamente poderá apreciar o trabalho de Kiko, como nos vinte e cinco painéis gráficos da Trilha da Barra (Reserva Particular do Projecto Vivo) que explicam sobre a mata, suas formas de vida e inter-relações. <span style="font-style:italic;">"A idéia é esclarecer a importância das matas ciliares e da criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, as RPPNs"</span>, conta Kiko. <span style="font-style:italic;">"O turista vem aqui, acha tudo lindo, mas muitas vezes não consegue dimensionar o valor disso para o planeta. A idéia é cutucar, chamar a atenção"</span>, completa mostrando o valor e o comprometimento socioambiental de suas obras.</p>

<p><br />
<DIV ALIGN=CENTER><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54aTjBzU1I/AAAAAAAAAMM/RiYixHaMqtA/s1600-h/painel_04_aves.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54aTjBzU1I/AAAAAAAAAMM/RiYixHaMqtA/s400/painel_04_aves.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160591146135802706" /></a></div></p>

<p><br />
Sempre antenado nas tendências e nos detalhes, neste trabalho Kiko já faz uso da nova classificação desenvolvida pelo Comitê Brasileiro de Turismo junto à ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em que os ícones – ilustrações estilizadas que facilitam a interpretação – também foram desenvolvidos por ele.</p>

<p><br />
<DIV ALIGN=CENTER><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54a8jBzU3I/AAAAAAAAAMc/_Hr3suCKijI/s1600-h/ecos_logo.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4L_S5Os_BT8/R54a8jBzU3I/AAAAAAAAAMc/_Hr3suCKijI/s400/ecos_logo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160591850510439282" /></a><br />
.<br />
.<br />
.</div></p>]]>

</content>
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<title>Observando Aves no Planalto da Bodoquena</title>
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<modified>2006-08-18T21:19:44Z</modified>
<issued>2006-08-18T21:09:57Z</issued>
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<summary type="text/plain">(Por Maria Antonietta Castro Pivatto | tietta.pivatto@gmail.com) As aves participam de diversos processos ecológicos, seja ajudando na regeneração da vegetação nativa dispersando sementes e pólen, seja controlando as populações de insetos, ratos silvestres e outros animais. Por isto, exercem um...</summary>
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<name>daniel</name>


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<dc:subject>ecoturismo</dc:subject>
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<![CDATA[<p><em><strong>(Por Maria Antonietta Castro Pivatto  |  <a href="mailto:tietta.pivatto@gmail.com">tietta.pivatto@gmail.com</a>)</strong></em></p>

<p><br />
As aves participam de diversos processos ecológicos, seja ajudando na regeneração da vegetação nativa dispersando sementes e pólen, seja controlando as populações de insetos, ratos silvestres e outros animais. Por isto, exercem um papel fundamental na conservação da natureza.</p>

<p>          Sua variedade de cores, formas e tamanhos embelezam o ambiente, ao mesmo tempo em que seus cantos melodiosos alegram a todos. Por serem tão especiais, muita gente aprecia tê-las por perto, em seus jardins ou sacadas de apartamentos, oferecendo flores e frutos para se alimentarem. Cada vez mais aumenta o número de pessoas que saem de casa para observar aves, seja numa praça, parque urbano ou mesmo no Pantanal, Amazônia e Mata Atlântica. </p>

<p>Esta é uma atividade extremamente agradável, onde é possível estar próximo à natureza, aprendendo muitas coisas longe da sala de aula. Muita gente no mundo todo faz observação de aves, também chamada de birdwatching. É impossível não se empolgar com a descoberta de uma nova espécie no seu jardim ou durante uma caminhada numa trilha dentro da mata!</p>

<p>Sem contar que esta atividade auxilia os ambientes naturais, pois as aves precisam deles para sobreviver, e as pessoas que visitam estes lugares acabam por estimular sua conservação. E claro, também gera muitos empregos às pessoas envolvidas direta e indiretamente com esta atividade.</p>

<p><br />
<strong>Como começar a observar aves?</strong></p>

<p><br />
 Para começar, desligue o rádio ou a televisão. Faça isto de preferência pela manhã ou final da tarde. Aos poucos seus ouvidos irão começar a identificar os cantos de algumas aves, misturados aos barulhos da cidade. Vá até a janela e observe a paisagem. Caso não consiga descobrir o dono da voz, não desanime. Nem sempre é tão fácil encontrar estes bichos, que também precisam aprender a se esconder dos predadores...</p>

<p>Dê uma volta pela rua, vá até o jardim ou praça mais próxima de sua casa, e sente-se em algum lugar tranqüilo. Logo alguma ave vai pousar por perto, ou passar voando:</p>

<p><em>- Olha, é amarelo, parece que tem uma faixa preta nos olhos!! – Pode ser um bem-te-vi... Sim, aquele que canta o próprio nome... Ele adora comer insetos!<br />
- E aquele pequeno, não, são dois, meio cinza, meio azulado... Escuta, que canto fininho e melodioso!! – É o sanhaço azul, sempre agitado, procurando frutinhos por aí.<br />
- Ah, esse aí eu conheço! Esse aí é o pombo da cidade, tem em tudo que é lugar! – Isso mesmo, é o pombo, uma ave cosmopolita, pois se adaptou tão bem às cidades que praticamente só vive nelas hoje em dia, comendo grãos e migalhas que estão pelo chão... <br />
- Pára, escuta! Presta atenção, que canto mais doce... Quem será? Olha lá, é aquele pássaro maiorzinho ali, ao lado dos pardais (pardal eu também conheço!). Tem um bicão e o peito enferrujado! – Sabiá-laranjeira... Como é lindo seu canto, sempre presente nos jardins e praças da cidade.</em></p>

<p>E assim, num final de tarde, você já identificou quatro espécies diferentes... E amanhã vai querer descobrir mais duas ou três, e quando perceber já conhecerá mais de vinte espécies de aves urbanas!</p>

<p><br />
<strong>Como observar aves?</strong></p>

<p><br />
 Levantar cedo. Beeemm cedo... Passarinho é quem acorda o sol. E quando ele já está alto no céu, passarinho fica quieto, e não se vê mais nada. Ou seja, para observar aves tem que pular da cama antes do amanhecer e procurar pelas aves até o meio da manhã. Este é o melhor intervalo. No final da tarde novamente começa o movimento da passarada, mas é só o sol se pôr que eles se aquietam, pra começar no dia seguinte. Aí é a vez das corujas, urutaus, curiangos saírem de seus esconderijos...	 </p>

<p>Depois que sair da cama, coloque roupas confortáveis, mas discretas, nada muito colorido. Use tons de verde, marrom, cinza. Nada de branco ou vermelho, amarelo, etc. Se usar roupas de cores muito chamativas, as aves vão te ver a dezenas de metros, e ficarão escondidas. Além do silêncio, roupas discretas são o segredo da atividade!<br />
Leve um bom binóculo, com aumento na faixa de 8x40, que vai ajudar muito a ver detalhes com mais nitidez, permitindo identificar a ave observada. Também tenha um bloquinho de anotações, onde possa marcar as espécies que viu, ou ainda desenhar e anotar detalhes daquelas que não conseguiu identificar. Uma boa dica é ter um livro, um guia de campo com fotos ou desenhos das aves de sua região. E uma boa companhia, alguém que também goste de observar aves e que possa compartilhar contigo este prazer que muita gente ainda acha esquisito (mas não sabem o que estão perdendo...)</p>

<p>Na mochila leve água, boné, protetor solar, repelente, lanterna e um lanchinho. Pronto, este é o kit básico para se aventurar na observação de aves. Com o tempo você vai querer também fotografar e gravar os cantos, mas aí é outra história... </p>

<p>Os melhores lugares para observar aves são os parques e áreas verdes da cidade ou áreas perto de matas, que ainda conservam um pouco do ambiente natural das aves. Informe-se sobre estes lugares perto de sua casa, muitos já possuem atividades específicas para observadores nos fins de semana. Procure também os clubes de observação de aves de sua cidade, eles sempre têm programas especiais para os sócios.</p>

<p><br />
<strong>Viajando para passarinhar...</strong></p>

<p> <br />
 Diversas operadoras de turismo já oferecem roteiros para observação de aves, é só dar uma olhada na Internet que você vai descobrir muitos lugares que já estão preparados para receber este público. No Brasil ainda são os estrangeiros que mais procuram por esta atividade, mas pouco a pouco os brasileiros também estão se dando conta das quase 1.800 espécies que vivem no país.</p>

<p>E não é diferente para a região de Bonito, onde cada vez mais pessoas vêm procurando as aves da região. Alguns sítios turísticos já possuem um roteiro especializado para observação de aves, onde é possível ver mais de 50 a 80 espécies diferentes por dia, especialmente na primavera, quando as aves estão mais ativas. É neste período do ano que a maioria das espécies constrói seus ninhos e chocam os ovos, numa disputa por território e alimento. O resultado são duelos de cantos e danças em pleno vôo, para alegria dos observadores de aves.</p>

<p><br />
<em>Referências:<br />
Pivatto, M. A. C.; Manço, D. D. G.; Straube, F. C.; Urben-Filho, A. e Milano, M. (2006) Aves do Planalto da Bodoquena, Estado do Mato Grosso do Sul (Brasil). Atualidades Ornitológicas, nº 129. Disponível em http://www.ao.com.br/download /bodoquen.pdf.<br />
Sick, H. (1997) Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 862 p.<br />
Straube, F.C. e Urben-Filho, A. 2006. Avifauna do Corredor de Biodiversidade Miranda - Serra da Bodoquena: composição, biogeografia e conservação. Bonito, Fundação Neotrópica do Brasil. Relatório Final. 81 p.<br />
</em></p>]]>

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<title>Muito Bicho ou Pouco Espaço?</title>
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<issued>2005-09-15T20:27:29Z</issued>
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<summary type="text/plain">Matéria originalmente publicada no site Portal Bonito em agosto de 2005 http://www.portalbonito.com.br/colunas/daniel.asp Muito bicho ou pouco espaço? A observação de animais silvestres em seu ambiente natural é sem dúvida um dos principais atrativos nos destinos direcionados ao turismo de natureza....</summary>
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<![CDATA[<p><em>Matéria originalmente publicada no site <strong>Portal Bonito</strong> em agosto de 2005<br />
</em><a href="http://www.portalbonito.com.br/colunas/daniel.asp">http://www.portalbonito.com.br/colunas/daniel.asp</a></p>

<p><br />
<strong> Muito bicho ou pouco espaço?</strong></p>

<p>A observação de animais silvestres em seu ambiente natural é sem dúvida um dos principais atrativos nos destinos direcionados ao turismo de natureza. Ver aves, macacos, peixes, jacarés ou até mesmo invertebrados livres na natureza exerce sobre nós um fascínio especial. E, geralmente, quanto mais bicho melhor.</p>

<p>Esses dias eu estive visitando a reserva particular de uma fazenda e fiquei impressionado com a quantidade de animais que vi durante uma curta caminhada no início da tarde: bandos de macacos, queixadas, quatis, araras e tatus. Porém, ao mesmo tempo em que me senti feliz por manter um contato tão próximo com a vida selvagem, eu fiquei muito preocupado. Deixem-me explicar.</p>

<p>De maneira simplificada, todo ambiente natural comporta uma determinada quantidade de espécies e uma tanto de indivíduos de cada uma destas espécies. Isto geralmente está associado às características do ambiente no que se refere à variedade e abundância de alimentos e de abrigo. Uma população de determinado animal se controla naturalmente de acordo com a oferta destes fatores, dentre outros.</p>

<p>Assim, da mesma forma que a ausência de alguns bichos pode indicar que eles foram eliminados de lá devido a alguma alteração na área, a presença excessiva de certos animais também pode indicar que está ocorrendo algum impacto ambiental. No caso deste lugar que eu fui, a mata era um dos últimos remanescentes intactos nos arredores. O restante era basicamente pastagem e lavoura. Ou seja, esta grande quantidade de bichos que eu vi pode ser conseqüência deles não terem mais para onde ir – conforme o desmatamento avança, eles procuram se refugiar nos lugares que sobraram.</p>

<p>Só que muitos animais concentrados em um espaço pequeno pode gerar problemas: primeiro, a pressão sobre os recursos naturais da floresta aumenta de forma descontrolada. Os macacos, por exemplo, podem começar a se alimentar dos ovos e filhotes nos ninhos das aves até eliminá-las de lá. Com estas aves desaparecendo, pode acontecer de determinadas espécies de plantas que dependem das aves para se disseminar virem a sumir também, em um processo cíclico e muito prejudicial ao equilíbrio natural.</p>

<p>A outra conseqüência negativa é com relação à chamada variabilidade genética. Com muitos indivíduos de uma espécie vivendo confinados em um ambiente reduzido, começam a ocorrer cruzamentos entre “parentes”, e isto torna a população muito homogênea e frágil em termos genéticos. Como resultado, estes animais ficam vulneráveis a doenças ou modificações no ambiente, tornando-se suscetíveis a extinções locais.</p>

<p>É meio chato pensar assim, mas cada vez que eu vejo notícias de araras e outros animais “do mato” aparecendo nas áreas urbanas de grandes cidades – coisa que não acontecia antes, conforme algumas pessoas mais antigas testemunham – fico preocupado com os motivos que podem ter levado estes bichos a “apelarem” para a metrópole. Mas é claro que não deixo de aproveitar a chance para apreciar a sua beleza!<br />
<em><br />
<strong>Daniel De Granville Manço</strong>,<br />
Biólogo, paulista de Ribeirão Preto e reside no Mato Grosso do Sul desde 1994, onde tem se dedicado principalmente ao ecoturismo e à fotografia de natureza. Seu site pessoal é www.fotograma.com.br.</em></p>]]>

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<title>Atropelamento de Fauna no Pantanal - Matéria da National Geographic</title>
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<summary type="text/plain">Matéria originalmente publicada no site da National Geographic Brasil em agosto de 2005 http://nationalgeographic.abril.com.br/ngbonline/edicoes/0508/pantanal_vocesabia.shtml Copyright © 2003, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved. VOCÊ SABIA ? Sou biólogo e fotógrafo da natureza, nasci no Brasil...</summary>
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<![CDATA[<p><em>Matéria originalmente publicada no site da National Geographic Brasil em agosto de 2005</em><br />
<a href="http://nationalgeographic.abril.com.br/ngbonline/edicoes/0508/pantanal_vocesabia.shtml">http://nationalgeographic.abril.com.br/ngbonline/edicoes/0508/pantanal_vocesabia.shtml</a></em></p>

<p><em>Copyright © 2003, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.</em></p>

<p><br />
<strong>VOCÊ SABIA ?</strong></p>

<p><br />
Sou biólogo e fotógrafo da natureza, nasci no Brasil e sempre fiz com que os animais fizessem parte da minha vida. No começo, queria fotografar as belezas da natureza para contar histórias bonitas a respeito delas – daquele tipo que todo mundo gosta de ver, ler e ouvir. Mas anos de viagens pelas estradas do Pantanal fizeram com que eu começasse a pensar em outra maneira de promover a preservação ambiental além de simplesmente fazer belas fotos. Via lindo mamíferos, aves e répteis mais de perto do que nunca. Mas estavam mortos. Foi assim que comecei a fotografar animais atropelados, na esperança de sensibilizar os motoristas e as autoridades para a chacina silenciosa que acontece nessas estradas todos os dias.</p>

<p>Durante a estação das chuvas, muitos animais utilizam as estradas para se locomover, já que as áreas adjacentes estão alagadas. Mas, nos períodos mais secos, a situação fica ainda pior: as valas do acostamento são as últimas partes a secar, assim fornecendo fonte de água e abrigo das queimadas de campos e pastos. Esta é também a época de reprodução da maior parte das espécies e a alta estação para o turismo. Por conseqüência, o tráfego de veículos cresce exatamente na mesma época que os animais estão em busca de parceiros e, depois, dão à luz. Mães com filhotes recém-nascidos são especialmente vulneráveis. Um amigo meu encontrou uma fêmea de tamanduá-bandeira gigante cujo filhote ainda estava vivo, pendurado às suas costas; outro viu uma uma fêmea de cervo-do-Pantanal que tinha acabado de dar à luz a um veadinho – morto bem atrás dela.</p>

<p>É difícil ficar indiferente ao fazer essas fotos de atropelamentos. Uma vez, encontrei um tamanduá ferido que tinha sido atingido por um carro. Contatei a Polícia Ambiental, que o resgatou, mas ele acabou morrendo. Com esta atividade, concluí que a morte de animais selvagens nas estradas deve ter papel de destaque na diminuição da população de algumas espécies. Vejo isto como uma das conseqüências do “progresso”. Na BR-262, uma das principais estradas do sul do Pantanal, entre Campo Grande e Corumbá, as taxas de mortalidade animal cresceram desde que foi construído o duto de gás Bolívia-Brasil e que uma ponte foi inaugurada sobre o rio Paraguai no final de 2000.</p>

<p>Quando você for viajar por estradas próximas a áreas de preservação ambiental em qualquer lugar do mundo, tenha em mente os animais: para a sua segurança e também a deles. Respeite o limite máximo de velocidade e evite viajar ao crepúsculo ou à noite, quando os animais estão mais ativos e vulneráveis, já que os faróis do carro podem confundi-los e fazer com que fiquem paralisados no meio do caminho. Tem sido muito triste documentar os atropelamentos no Pantanal, mas espero que sirva para despertar a consciência a respeito deste massacre que pode ser evitado.</p>

<p><strong>—Daniel De Granville</strong></p>]]>

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<title>O Pantanal: um Brasil Diferente...</title>
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<summary type="text/plain">Por Daniel De Granville As savanas africanas formam um ecossistema que se tornou famoso mundialmente, em filmes e reportagens. Aquele pôr-do-sol cinematográfico, com bandos de animais cruzando a planície enquanto uma bola de fogo vermelha desce por trás deles, são...</summary>
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<dc:subject>ecoturismo</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Por Daniel De Granville</p>

<p>As savanas africanas formam um ecossistema que se tornou famoso mundialmente, em filmes e reportagens. Aquele pôr-do-sol cinematográfico, com bandos de animais cruzando a planície enquanto uma bola de fogo vermelha desce por trás deles, são imagens inesquecíveis - ainda que observadas apenas em um documentário. Aos que acreditam ser muito difícil fazer uma viagem para ver algo assim, é melhor começar a pensar diferente. Afinal, existe outro lugar que se assemelha muito às cenas descritas acima, com uma vantagem: fica bem aqui, no Brasil, e se chama PANTANAL. Durante metade do ano (geralmente de novembro a março), as chuvas transformam a paisagem em um mosaico de rios, matas, campos alagados e lagoas repletas de aves e jacarés. No período seco (abril a outubro) quase toda esta água vai embora, secando os campos e expondo os mamíferos que estavam abrigados nas matas, onde a enchente não chega.  </p>

<p>O Pantanal é considerada a maior planície inundável do mundo, com uma área total de cerca de 210.000 km². Isto equivale aproximadamente ao tamanho do Estado do Paraná, ou então duas vezes a área de Portugal. Dois terços desta extensão encontram-se distribuídos entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ficando o restante dividido entre Bolívia e Paraguai.  Fatores geográficos e geológicos, como relevo e composição do solo, são responsáveis por fazer da região um santuário ecológico onde vivem cerca de 650 espécies de aves, 130 de mamíferos, 90 de répteis e 260 de peixes, sem falar na diversidade da vegetação e nas pessoas que tornam o Pantanal um grande atrativo cultural. </p>

<p>Se a geografia foi responsável por fazer a natureza tão perfeita por aqui, a história se encarregou de criar um povo muito diferente do que a maioria de nós, brasileiros, estamos acostumados a ver. O processo de exploração do Pantanal ocorreu bem depois - cerca de três séculos - da chegada de Cabral na costa baiana, primeiramente através dos Bandeirantes em busca de ouro e índios para escravizar. O Pantanal começou a ser efetivamente povoado há cerca de duzentos anos, devido principalmente à pecuária, que atualmente ainda é a principal atividade econômica da região. Se considerarmos que hoje em dia mais de dois terços dos brasileiros vivem em uma estreita faixa próxima ao litoral, onde situam-se nossas maiores metrópoles, e que no Pantanal estamos a pelo menos 1.300 km da praia e 250 km da Bolívia e Paraguai, fica fácil entender porque a cultura aqui é tão diversa, seja no linguajar, na vestimenta, na música ou na culinária, com marcante influência indígena.</p>

<p>Para a sorte da natureza e dos que dela dependem, a criação extensiva de gado nos moldes tradicionais – associada ao turismo de natureza – vem demonstrando até o momento ser a melhor alternativa de desenvolvimento sustentável para a região. A infra-estrutura turística, principalmente no sul, permite conhecer o Pantanal das mais diversas formas e com preços para todos os gostos. Safáris fotográficos em veículos abertos, cavalgadas por campos inundados, caminhadas em trilhas e passeios de barco são algumas das maneiras de se conhecer a área. Portanto, quem gosta de natureza ou de cultura brasileira precisa ir ao Pantanal antes de poder dizer que realmente conhece o Brasil...</p>]]>

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<title>Morte no Asfalto: O extermínio silencioso de nossa fauna nas estradas brasileiras</title>
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<![CDATA[<p>Por Daniel de Granville</p>

<p>Quando se fala em extermínio de animais silvestres, as primeiras causas que vêm à cabeça das pessoas são caça, captura para tráfico, queimadas e desmatamento. Entretanto, existe um outro mecanismo perverso e pouco conhecido que tem grande participação neste sério problema ambiental: o atropelamento nas estradas.</p>

<p>Esta questão é especialmente grave em regiões naturais mais conservadas, onde a presença de fauna é maior. A combinação entre traçados mal planejados e falta de fiscalização é a principal responsável por esta carnificina. Rodovias projetadas sem estudos de impacto ambiental adequados, e onde os motoristas desrespeitam - em muito - os limites de velocidade, são as recordistas em atropelamentos de animais silvestres.</p>

<p>Um bom exemplo é o trecho de 420 km da rodovia BR-262 entre Campo Grande e Corumbá (MS), boa parte do qual atravessa o Pantanal, região de maior concentração de fauna do planeta. Um estudo realizado em 1996 e 97 pelo biólogo Wagner Fischer, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, contabilizou a morte de 1400 animais em um ano de pesquisas. Dentre as 88 espécies identificadas estão jacarés, capivaras, lobinhos, tamanduás, tatus, diversas aves e até onças. Muitos destes bichos estão ameaçados de extinção. Infelizmente, este projeto não foi tocado adiante pelos órgãos responsáveis e as mortes continuam.</p>

<p>Os animais caem facilmente na “armadilha”: na época das cheias, usam a pista para se deslocar até outras áreas, já que os arredores estão alagados. Na estação seca, a estrada funciona como uma represa que fornece água quando os campos já secaram. Ou então propicia um refúgio “seguro” contra as queimadas de campos e pastagens...</p>

<p>Existem diversas soluções que podem minimizar este problema. O traçado das estradas novas pode ser definido levando em conta este fator, mas as que já estão construídas também têm solução. No Brasil, dois exemplos são a BR-471 - que cruza o Banhado do Taim, no Rio Grande do Sul - e a BA-001, atravessando um importante trecho de Mata Atlântica no litoral sul da Bahia. Estas rodovias receberam passarelas sobre a pista, cercas que direcionam os animais para pontos de travessia, túneis e sinalização visando fornecer mais segurança para a passagem dos bichos e conscientizar os motoristas mais “apressadinhos”.</p>

<p>Nos Estados Unidos e países europeus, outras alternativas incluem até aparelhos que emitem ondas ultra-sônicas instalados nos pontos mais perigosos para espantar os animais, ou simplesmente pistas elevadas nos trechos com maior ocorrência de fauna.</p>

<p>Este é um assunto para se pensar muito a respeito, especialmente em sua próxima viagem por nossas estradas, lembrando que os animais podem não ser as únicas vítimas de um acidente como este.</p>

<p>- - - - -</p>

<p><strong>Veja nas <a href="http://www.fotograma.com.br/_galeria.htm">galerias de imagens do Fotograma</a> as fotos de alguns animais <br />
atropelados.</strong></p>]]>

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<title>Guavira - Tradição do Cerrado Sul-mato-grossense</title>
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<summary type="text/plain">Por Daniel De Granville INTRODUÇÃO A guavira é um arbusto silvestre da família das Mirtáceas (a mesma da goiaba, da jaboticaba e da pitanga), gênero botânico Campomanesia, que cresce nos campos e pastagens. Por fora ela lembra uma goiabinha, mas...</summary>
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<![CDATA[<p>Por Daniel De Granville</p>

<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>

<p>A guavira é um arbusto silvestre da família das Mirtáceas (a mesma da goiaba, da jaboticaba e da pitanga), gênero botânico Campomanesia, que cresce nos campos e pastagens. Por fora ela lembra uma goiabinha, mas o sabor é totalmente diferente de qualquer outro fruto. Existem muitas espécies de plantas diferentes que recebem o nome de guavira, algumas atingindo o porte de árvores. Em Mato Grosso do Sul temos as espécies Campomanesia adamantinum e Campomanesia pubescens.</p>

<p>O fruto, um dos mais característicos do nosso Cerrado, já foi devidamente homenageado pela violeira Helena Meirelles em seu CD “Flor da Guavira”. Quem vem para a região na época certa (geralmente entre novembro e dezembro) não pode ir embora sem prová-los - seja in natura, em sorvetes ou na cachaça. </p>

<p>	<br />
<strong>ORIGEM</strong></p>

<p>Nativa do Brasil, especialmente do Cerrado das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Disseminou-se para outros países da América do Sul, sendo bastante encontrada na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. A palavra "guabiroba", como a planta é conhecida nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás,  vem dos termos tupi-guarani "wa’bi" + "rob", que significam "árvore de casca amarga". Por sua copa vistosa, é comumente usada em projetos de paisagismo como árvore ornamental. </p>

<p><strong>» Outros Nomes Populares:</strong> gabiroba, gabirobeira, gabirova, gavirova, goiaba-da-serra, guabiroba-da-mata, guabirobeira, guabirova, guariroba, guarirova, guavira, guaviroba e guavirova. <br />
<strong>» Outros Idiomas:</strong> guariroba ou guabirá (espanhol).</p>

<p><br />
<strong>PROPRIEDADES E UTILIZAÇÃO</strong><br />
<strong><br />
» Composição Química:</strong> proteínas, carboidratos, niacina, sais minerais (ferro, fósforo, cálcio), vitaminas do complexo B.<br />
<strong>» Partes Usadas:</strong> Frutos, folhas e brotos. <br />
<strong>» Propriedades Medicinais:</strong> adstringente e antidiarréica. A infusão das folhas é relaxante para aliviar dores musculares, através de banhos de imersão.<br />
<strong>» Usos na culinária:</strong> os frutos são consumidos in natura e usados no preparo de geléias, sucos, doces, sorvetes, pudins, licores, batidas ou curtidos na cachaça.</p>

<p><br />
<strong>CULTIVO E CONSERVAÇÃO</strong></p>

<p>Cresce em clima tropical quente, com baixo índice pluviométrico. A exposição solar para o cultivo deve ser plena. A propagação se dá através de sementes, que perdem rapidamente o poder germinativo, por isso devem ser semeadas logo após a sua extração dos frutos. Pode ser cultivada em canteiros. Não é exigente quanto ao solo, crescendo inclusive em terrenos pobres. No entanto, quando é cultivada apresenta maior preferência pelos solos do tipo podzólico vermelho-amarelo. A necessidade de água é moderada. Os frutos podem ser conservados em sacos plásticos na geladeira ou freezer. </p>

<p><br />
<strong>QUESTÕES ECOLÓGICAS<br />
</strong><br />
É importante ressaltar que a utilização da guavira nos moldes tradicionais não pode ser considerada como uma atividade sustentável. Afinal, os frutos são colhidos pelas pessoas em grandes quantidades e não há preocupação em replantar as sementes, além do grande volume consumido pelo gado. Conseqüentemente, há risco de que em médio prazo os estoques naturais deste fruto se esgotem, caso não sejam desenvolvidos trabalhos de conscientização e replantio de mudas. A limpeza de áreas de pastagem também elimina os guavirais.</p>

<p>Dentro deste conceito, a realização de eventos como o “Festival da Guavira”,  que acontece todo ano em Bonito-MS, pode vir a ser um importante passo na recuperação dos guavirais, além do evidente resgate cultural proposto pela programação.</p>

<p><br />
<strong>CURIOSIDADES<br />
</strong><br />
Diz-se que “em época de guavira dá muita cobra”. Provavelmente isto ocorre pelo fato de diversas espécies de aves procurarem os frutos, atraindo assim as cobras que se alimentam de pássaros. Outra lenda – não confirmada – seria que isto serve como um argumento para evitar que as mulheres cultivem o hábito de sair ao mato para colher os frutos, pois “mulher é que vai pro Cerrado catar guavira” (a frase, da maneira que foi transcrita, não deixa claro se seu autor vê este hábito como algo positivo ou negativo).</p>

<p>A guavira pode ser também considerada afrodisíaca. Não, não se trata de mais uma daquelas invenções para vender produtos... Neste caso, é porque o povo diz que quando os casais combinam de “ir pro mato catar guavira”, nove meses depois os índices de natalidade aumentam um pouquinho...</p>

<p>A época da guavira (principalmente em novembro) é tempo de ver as pessoas no campo com uma sacolinha na mão, colhendo guavira para comer ou vender “por litro” na cidade. Na natureza, as flores são polinizadas por mamangavas do gênero Bombus.	</p>

<p>Para quem vem de outras partes do Brasil, este fruto pode trazer recordações da infância, quando os Cerrados ainda eram preservados e as pessoas podiam ir ao campo colhê-los. Um exemplo é o relato de um guia de turismo local que, acompanhando alguns turistas, parou na beira da estrada para colher umas guaviras. Uma senhora do grupo chupou um fruto e pôs-se a chorar, devido às saudosas lembranças de sua juventude trazidas pelo sabor.</p>

<p><br />
<strong>FONTES CONSULTADAS<br />
</strong><br />
<strong>- “Catando Guavira no Mato”</strong> -  texto de Daniel De Granville, apresentado no site Portal Bonito em 04 de novembro de 2001 (Bonito, MS)</p>

<p><strong>- “Cerrado: espécies vegetais úteis”</strong> – livro de Semíramis P. de Almeida et al (Embrapa, Brasília-DF, 1998)</p>

<p><strong>- “Frutas nativas dos cerrados”</strong> – livro de José A. da Silva (Embrapa, Brasília-DF, 1994)</p>

<p><strong>- “Guia do Visitante”</strong> - Parque Ecoturístico da Bodoquena – Bonito, MS</p>

<p><strong>- Pesquisa na internet</strong> - site <a href="http://www.ervasdositio.com.br/" target="_blank">www.ervasdositio.com.br</a></p>

<p><strong>- “Plantas da Região Utilizadas na Medicina Popular”</strong> – apostila do guia de turismo Valdemir Garcia Martins (Bonito, MS)</p>

<p><strong>- Prof. Dr. Arnildo Pott</strong> (EMBRAPA) - consulta direta (Campo Grande , MS)</p>]]>

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<title>Gravação de Sons Naturais: Percebendo a natureza de uma forma diferente</title>
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<![CDATA[<p>Por Daniel de Granville</p>

<p>Quem gosta de natureza, e vive – ou passa a viver – em alguma região onde há presença significativa de vida silvestre, logo começará a perceber a riqueza sonora que nos rodeia. Com destaque para as aves, a diversidade de sons agradáveis, curiosos ou até incômodos é uma constante em lugares onde os animais ainda convivem com o homem. </p>

<p>Um dos passatempos mais populares para pessoas interessadas em fauna, e que não se contentam em apenas observá-la, é a fotografia de natureza. A esta atividade, no meu caso, associou-se o gosto pela gravação do canto das aves e de outros animais, além de sons diversos como cachoeiras e tempestades.</p>

<p>Com o tempo, isto pode se tornar um passatempo fascinante, e até mesmo – em uma escala ainda muito pequena no Brasil – uma fonte de renda. Existem, no mercado especializado, inúmeros CDs com gravações de sons de animais de várias regiões do planeta, além dos discos com sons naturais utilizados para relaxamento e meditação. Há ainda as emissoras de TV, que freqüentemente necessitam destes sons para a sonoplastia de documentários, filmes e novelas.  </p>

<p>Para se iniciar nesta atividade de forma amadora, não é preciso muita coisa. Eu comecei – e continuei por muito tempo – utilizando apenas um gravador de bolso, daqueles que usam fitas do tipo “microcassette”, transferindo e editando posteriormente os sons no computador. Existem diversos modelos destes gravadores no mercado, com preços começando na faixa dos 50 reais, e alguns macetes na hora da escolha permitirão um melhor aproveitamento do aparelho em campo. </p>

<p>Se a coisa começar a ficar mais séria, existe todo um mercado especializado em equipamentos de áudio, desde gravadores digitais (DAT, MD), microfones (direcionais, estéreo e outros tipos), amplificadores, refletores parabólicos, alto-falantes, fones de ouvido e inúmeros acessórios. É claro que isto tudo acaba se tornando privilégio de poucos, pois o material é caro e geralmente só se encontra à venda no exterior. </p>

<p>Eu achei a solução para parte destas limitações através da criatividade. Um refletor parabólico (utilizado para dar direcionalidade ao microfone, quando se quer captar o som de apenas um animal eliminando os demais sons ao redor) pode ser substituído por um guarda-chuva invertido – uma economia de uns 500 dólares... Um shock mount (acessório para reduzir os ruídos gerados no microfone pela manipulação durante a gravação) pode ser montado utilizando um pedaço de cano de PVC e alguns elásticos feitos com câmara de ar de bicicleta (mais uns 100 dólares economizados!).</p>

<p>Estes sons naturais que captamos podem ter várias utilidades, seja pelo nosso simples prazer de escutá-los sempre que quisermos, seja para aprendermos sobre os pássaros, para fins científicos (distinção de espécies que são muito parecidas anatomicamente mas se distinguem pelo canto), ou ainda em atividades de educação ambiental.<br />
Podem ser utilizados também no hobby de observação de aves, através da técnica chamada playback. Consiste em tocar o som de determinada ave para atraí-la e vê-la de perto, e funciona bem com espécies que vivem escondidas na mata. É uma técnica muito utilizada por guias especializados em conduzir turistas interessados em observar aves, e também por fotógrafos de natureza em busca de determinada espécie para fotografar.</p>

<p>Mas atenção! O playback é uma técnica que deve ser usada com extrema cautela, sendo ate mesmo condenada veementemente por alguns especialistas. O motivo é que, se aplicado de forma insistente e desnecessária, este recurso pode causar danos muito sérios (até mesmo a morte!) da ave que se pretende atrair. Portanto, antes de pensar em utilizar o playback, procure se informar a respeito através de clubes de observadores de aves e/ou sites na internet. </p>

<p>Agora, aperte a tecla “REC” e bom divertimento!</p>

<p>- - - - -</p>

<p><strong>Ouça o som de algumas aves e mamíferos nas <a href="http://www.fotograma.com.br/_galeria.htm">galerias de imagens do Fotograma</a>.</strong></p>]]>

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<title>O Tereré - Bebida Tradicional do Pantanal</title>
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<![CDATA[<p>Por Daniel De Granville</p>

<p>Para muitos, principalmente aqueles que passam as férias no litoral brasileiro, “tererê” é aquela trancinha feita nos cabelos com fios coloridos, muito na moda há alguns verões. Aqui em Mato Grosso do Sul, entretanto, “tereré” (com “é” mesmo) significa a bebida mais típica da região, grande influência do nosso vizinho Paraguai. </p>

<p>Trata-se da mesma erva-mate (Ilex paraguariensis) usada no chimarrão gaúcho ou no chá-mate vendido nos supermercados. As diferenças são que o tereré é feito com erva verde seca (e não torrada, como o chá dos mercados) e servido com água fria (e não quente, como o chimarrão).</p>

<p>A erva-mate está intimamente ligada à história, cultura e economia de Mato Grosso do Sul. A porção sul do Estado, que até o final do Século XIX pertencia ao Paraguai e onde hoje se encontra o município de Ponta Porã, foi durante muitos anos ocupada e dominada pela exploração dos ervais nativos, abundantes na região. Merece destaque a Companhia Matte Larangeira, que tinha monopólio sobre esta atividade econômica. Hoje em dia os ervais nativos praticamente desapareceram. </p>

<p>O tereré é preparado em um recipiente (guampa) feita com chifre de boi, cujo fundo é tampado geralmente com um pequeno toco de madeira de cedro (Cedrella fissilis). Para evitar vazamentos, antes do uso ela é fervida para que o toco se expanda e vede bem o fundo. Para ficar mais lisa e bonita, ela pode ser polida com folhas de árvores comuns na região como a lixeira (Curatella americana) e a embaúba (Cecropia sp.). O “canudo” de metal por onde se bebe é chamado bomba, tendo o formato semelhante a uma colher de cabo longo e pequenos furos na extremidade, responsáveis por filtrar as partículas da erva.</p>

<p>Esta bebida é especialmente útil durante as saídas a campo dos peões de boiada, quando às vezes a única água disponível para beber é aquela barrenta dos açudes e campos. O processo de passagem da água através da erva até atingir o fundo da guampa (onde está a extremidade da bomba) acaba servindo como uma filtragem, retirando as impurezas presentes (barro, gravetos, insetos, etc). Ao mesmo tempo, a água adquire um sabor mais agradável. </p>

<p>A erva-mate é considerada benéfica para o bom funcionamento renal e intestinal, além de servir como estimulante devido ao seu teor de cafeína. Serve também para abrir o apetite e como digestivo (isto é importante pelo fato dos pantaneiros adorarem uma carne “bem gorda” e de difícil digestão). </p>

<p>Participar de uma “roda de tereré” é um ritual único, com suas regras e linguajar próprios. Geralmente esta atividade acontece duas vezes por dia, por volta das nove da manhã e às três da tarde. É o momento de descansar, refrescar e jogar conversa fora, da mesma forma que o “intervalo para cafezinho” dos paulistas... Isto pode explicar o outro significado do termo, que segundo o Dicionário Aurélio quer dizer “conversa ou papo que se tem entre os dois turnos de serviço”.  </p>

<p>A pessoa responsável por preparar e servir o tereré (“cevador”) deverá fazê-lo da esquerda para a direita (sentido anti-horário). A pessoa servida deverá beber todo o conteúdo da guampa (“até fazer barulho”) e devolvê-la ao cevador. Se não falar nada no ato de devolver, significa que quer continuar na roda; para sair da roda é preciso agradecer ao devolvê-la. Não se deve demorar muito com a guampa na mão (principalmente nas rodas grandes), pois “tereré não é telefone”, como se diz por aqui!</p>

<p>Até para limpar a guampa após o uso existe uma “técnica” toda especial, não podendo se bater a mesma contra algum objeto para remover a erva, pois isto poderá trincá-la. Lavar a guampa em água corrente dá azar, podendo causar fim de amizades entre os participantes daquela roda...</p>

<p>Como forma de “boas-vindas” aos novatos, é comum servir o tereré bem amargo, em uma guampa bem grande e cheia até a boca (é o chamado “tereré gordo”)... Entretanto, o cevador que serve a guampa muito cheia pode ficar com a fama de preguiçoso. O tereré “queixudo” (quando a erva fica muito compactada e dificulta a sucção da água) também não é muito apreciado...</p>

<p>Hoje em dia encontra-se nos mercados sul-matogrossenses diversos tipos e marcas de erva mate para tereré, algumas aromatizadas com sabor de limão, hortelã, abacaxi e outros. Além do mate, pode-se acrescentar durante o preparo outras ervas consideradas medicinais, como o boldo.</p>]]>

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<title>Programa de Monitoramento Ambiental em Sítios Turísticos na Região da Serra da Bodoquena, MS</title>
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<issued>2005-05-02T13:29:22Z</issued>
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<summary type="text/plain">O Programa de Monitoramento Ambiental descrito a seguir vem sendo aplicado desde 2000 em cinco sítios turísticos da região de Bonito, com algumas variações metodológicas de acordo com as peculiaridades dos ambientes estudados. Embora no início os parâmetros acompanhados fossem...</summary>
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<![CDATA[<p>O Programa de Monitoramento Ambiental descrito a seguir vem sendo aplicado desde 2000 em cinco sítios turísticos da região de Bonito, com algumas variações metodológicas de acordo com as peculiaridades dos ambientes estudados. Embora no início os parâmetros acompanhados fossem bastante simples, ao longo do tempo a equipe responsável detectou uma necessidade de complementar os métodos utilizados, com o objetivo de ampliar as informações e avaliar as inter-relações entre os dados analisados. </p>

<p><img alt="foto_monitora.jpg" src="http://www.fotograma.com.br/textos/img/foto_monitora.jpg" width="375" height="242" /><br />
<div class="legenda">Visita técnica da equipe para <br />
coleta preliminar de dados em campo<br />
(foto: Daniel De Granville)</div></p>

<p><strong>O que significa “monitorar”?</strong></p>

<p>De acordo com os dicionários, “monitorar” significa “acompanhar, avaliar e controlar dados fornecidos por aparelhagem técnica”. No caso do monitoramento ambiental, esta atividade envolve essencialmente a coleta, análise e avaliação de dados ambientais para orientação do manejo da área estudada.</p>

<p><br />
<strong>Por que as áreas de passeio devem ser monitoradas?</strong></p>

<p>Entre os especialistas da área ambiental, é senso comum que qualquer tipo de atividade em ambientes naturais causa impactos – incluindo aquelas chamadas “sustentáveis”, como o ecoturismo. Especificamente na atividade turística, há uma escassez de informações técnicas disponíveis sobre tais impactos, suas causas, efeitos e maneiras de minimizá-los ou mitigá-los. A grande maioria das publicações sobre o assunto refere-se a estudos desenvolvidos na América do Norte, onde as características ambientais são completamente distintas das nossas. </p>

<p>A Região da Serra da Bodoquena, situada em Mato Grosso do Sul e que inclui os municípios de Bonito, Jardim e Bodoquena, é conhecida por suas belezas naturais e pela fragilidade de seus ambientes. Prova disto foi a criação, em setembro de 2000, do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, visando proteger amostras dos recursos naturais singulares desta unidade de relevo. </p>

<p>Em termos legais, a maioria dos atrativos utilizados para realização das atividades turísticas na região situa-se nas chamadas Áreas de Preservação Permanente (APPs), cuja legislação específica (Lei Federal Nº 4.771/65 – Código Florestal) prevê uma série de restrições ao uso dos recursos naturais. Somam-se a esta as Leis Estaduais Nº 331/98 e Nº 1.871/98, que estabelecem regras para o licenciamento ambiental (incluindo a necessidade do monitoramento ambiental) e restrições específicas de uso para os rios Formoso e Prata, e o Decreto Nº 11.408/03, que disciplina o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades localizadas nas APPs.</p>

<p>Por fim, destaca-se o Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável (CBTS), entidade que está desenvolvendo um programa nacional de certificação de operações turísticas, cujos princípios prevêem a aplicação de critérios que visam a sustentabilidade, com adoção de práticas de mínimo impacto. Ou seja, cada vez mais, os empreendimentos turísticos que se utilizam de áreas naturais devem levar em conta a necessidade de reverter parte dos ganhos financeiros obtidos para ações de conservação. Uma das maneiras de garantir a sustentabilidade ambiental destas áreas se dá através do monitoramento dos impactos advindos do uso público.</p>

<p><strong>O que está sendo monitorado?</strong></p>

<p>As técnicas utilizadas no Monitoramento Ambiental estão embasadas em consultas à literatura e debates com profissionais da área ambiental que atuam em ramos de atividade diversos. Durante as visitas a campo, são monitorados: </p>

<p><strong>Parâmetros Físicos</strong><br />
Ambiente terrestre: largura, profundidade, compactação e erosão do solo<br />
Ambiente aquático: assoreamento, material em suspensão, turbidez, temperatura, pH e oscilações de profundidade<br />
Fatores climáticos: variação de temperatura atmosférica e pluviosidade, correlacionados com o uso turístico e as condições das estruturas artificiais de apoio ao visitante.</p>

<p><strong>Parâmetros Biológicos</strong><br />
Ambiente terrestre: flora (recomposição, fenologia, sucessão e integridade das plantas adjacentes às trilhas) e fauna (comportamento, freqüência e diversidade, com ênfase em aves e mamíferos)<br />
Ambiente aquático: flora (diversidade, integridade e desenvolvimento) e fauna (comportamento, freqüência e diversidade, com ênfase em peixes e aves.)</p>

<p><strong>Parâmetros Sociais</strong><br />
Grau de satisfação, segurança e percepção ambiental dos visitantes e atores envolvidos na operação turística.<br />
Correlação dos dados de visitação com as condições naturais do ambiente visitado.<br />
Identificação de indícios de influências antrópicas sobre o ambiente natural (atos de vandalismo, presença de lixo, surgimento de trilhas sociais ou atalhos e outros indícios de impactos pontuais).</p>

<p><br />
<strong>Como é feito o monitoramento?</strong> </p>

<p>O trabalho de monitoramento é dividido basicamente em duas etapas.  Na primeira, realiza-se um levantamento detalhado das características das áreas a serem monitoradas. Após a análise das mesmas, define-se os pontos fixos de monitoramento, onde os parâmetros são analisados conforme o ambiente específico. Todos os dados coletados nesta fase, junto com as informações obtidas durante o processo de licenciamento, servem de base para a realização do monitoramento propriamente dito.</p>

<p>A segunda fase consiste em coletas periódicas dos dados. Embora a SEMA/MS geralmente exija relatórios semestrais, na metodologia aqui adotada é feita uma visita a campo a cada 3 meses. Este é o intervalo considerado adequado pela equipe, pois possibilita a realização das análises de forma a acompanhar melhor as variações sazonais. Para otimizar e facilitar a obtenção de dados, são utilizados formulários padronizados, específicos para cada parâmetro/ambiente estudado. Todo o programa é registrado através de fotografias tiradas em pontos pré-estabelecidos, permitindo o acompanhamento visual periódico de sua evolução. </p>

<p>Todos os parâmetros citados são analisados e discutidos em conjunto pela equipe técnica encarregada do monitoramento, gerando um relatório que é entregue ao empreendedor para sua análise. O relatório resultante apresenta a evolução do ambiente monitorado, e além das conclusões, é fornecida uma lista com pendências ou recomendações visando a manutenção das áreas utilizadas e a garantia da sustentabilidade do empreendimento. Além disso, após a entrega do mesmo, é realizada uma reunião entre a equipe de monitoramento e o proprietário, com o objetivo de dirimir eventuais dúvidas sobre os procedimentos e ações recomendadas. O cumprimento ou não de tais recomendações será verificado pela equipe durante a próxima visita técnica, e posteriormente comentado no relatório subseqüente. O empreendedor encaminha os relatórios à SEMA/MS dentro dos prazos solicitados,  junto com as devidas Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) da equipe.</p>

<p><br />
<strong>Quais os benefícios do programa de monitoramento?</strong></p>

<p>A implantação de tais práticas garante a conservação do ambiente local e fornece noções de respeito ao meio natural, além de propiciar segurança para os visitantes e funcionários durante a operação das atividades. Pode ainda representar redução nos custo de manutenção para o sítio turístico, propiciar melhoria na qualidade de serviços prestados aos clientes e trazer reconhecimento mercadológico para o empreendimento.</p>

<p><br />
<strong>Equipe responsável pelo monitoramento</strong></p>

<p>A equipe de monitoramento é composta por 4 biólogos com qualificações distintas, garantindo assim uma análise diversificada e integrada dos dados colhidos em campo. Todos possuem, além da formação superior em biologia, experiências diversas em atividades de ecoturismo. São eles: </p>

<p><strong>Daniel De Granville Manço</strong> – biólogo formado pela Universidade de São Paulo (USP) e guia de turismo EMBRATUR bilíngüe, especializado em atrativos naturais. Sua carreira profissional está direcionada à área de ecoturismo, incluindo a participação em diversos eventos ligados a esta atividade nos últimos anos. Trabalhou no Refúgio Ecológico Caiman (Pantanal) como guia e supervisor de lazer. Em Bonito, foi gerente ambiental no Recanto Ecológico Rio da Prata e na Estância Mimosa Ecoturismo, tendo prestado consultorias para outros Sítios Turísticos da região. Atualmente desenvolve trabalhos de consultoria e monitoramento ambiental, implantação de roteiros ecoturísticos, instrução em cursos de capacitação profissional e serviços de fotografia. Foi consultor regional do Programa Melhores Práticas para o Ecoturismo do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (MPE/FUNBIO) e do Projeto para Implantação de um Modelo de Turismo Sustentável em Paulo Afonso (BA), estando credenciado junto à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e ao Sebrae/MS. </p>

<p><strong>Fabrício de Souza Maria</strong> – biólogo formado pela Universidade Metodista de Piracicaba-UNIMEP, com pós-graduação em Ecoturismo e Educação Ambiental pela União das Faculdades Integradas da Fundação Hermínio Ometto/UNIARARAS, Araras-SP. Atua no setor de ecoturismo e espeleologia desde 1995, realizando viagens, cursos e atividades de campo com graduandos de universidades do estado de São Paulo. Coordenou durante 4 anos uma equipe de profissionais que trabalhava com esportes da natureza como rapel, caving, canionismo e caminhada. Foi Biólogo Pesquisador da Fundação de Estudos Agrários e Centro de Energia Nuclear na Agricultura – CENA/USP, Piracicaba-SP no Projeto de implantação, monitoramento hidrológico de microbacias hidrográficas e levantamento da qualidade e quantidade de suas águas. É professor universitário do curso de Turismo do Instituto de Ensino Superior da Funlec/IESF de Bonito e desenvolve trabalho de consultoria e monitoramento ambiental na área de botânica e hidrologia.</p>

<p><strong>Maria Antonietta Castro Pivatto</strong> – bióloga formada pela Universidade de Guarulhos (UnG), com pós-graduação em Ecologia pela Universidade São Judas Tadeu e Turismo Ambiental pelo SENAC/CEATEL (SP) e mestranda em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Uniderp. É guia de turismo EMBRATUR, especializada em atrativos naturais (bilíngüe). Direcionou sua atuação profissional para educação ambiental e ecoturismo, tendo trabalhado em projetos de Estudos de Meio em São Paulo durante cinco anos e como guia de ecoturismo no Refúgio Ecológico Caiman (Pantanal de Miranda). Foi Diretora de Turismo de Bonito entre maio e julho de 2001 e participou do Grupo de Apoio ao Plano Diretor. É instrutora credenciada para cursos de capacitação do Senac e Sebrae, ministrando as disciplinas de Ecoturismo, Ecologia aplicada ao Turismo, Teorias e Técnicas Profissionais. Presta serviços de consultoria para implantação de atividades turísticas e desenvolve programas de Monitoramento Ambiental para sítios turísticos da região, estando credenciada junto à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e ao Sebrae/MS.</p>

<p><strong>Vivian Ribeiro Baptista Maria</strong> – bióloga formada pela Universidade Metodista de Piracicaba-UNIMEP, com pós-graduação nível mestrado em Botânica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz–ESALQ/USP,Piracicaba/SP. Atua no campo da botânica desde 1999, desenvolvendo trabalhos como levantamentos florísticos, fisionômicos e fitossociológicos de formações florestais em Unidades de Conservação e áreas naturais. É Professora no Ensino Médio do Colégio Honorato Jacques-FUNLEC de Bonito e atua em uma organização não governamental que defende o meio ambiente. Presta serviços de consultoria ambiental em Bonito e região e está montando o Núcleo de Vivência Ambiental – Bioturismo, empreendimento ecoturístico que trabalhará com ecoturismo e educação ambiental. Desde 2001 desenvolve em sua propriedade pesquisa pioneira no estado de Mato Grosso do Sul envolvendo a dendrocronologia, fenologia e atividade cambial de espécies arbóreas.</p>]]>

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<title>O Laço do Peão Pantaneiro</title>
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<issued>2005-05-01T13:30:24Z</issued>
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<summary type="text/plain">Por Daniel De Granville Peão Pantaneiro durante uma competição na “Festa do Laço”. (Refúgio Ecológico Caiman, Pantanal de Miranda, MS, 1998) O laço é um dos instrumentos mais úteis para o peão pantaneiro, tanto nas comitivas de gado como nos...</summary>
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<name>daniel</name>


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<dc:subject>ecoturismo</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Por Daniel De Granville</p>

<p><img alt="foto_laco1.jpg" src="http://www.fotograma.com.br/textos/img/foto_laco1.jpg" width="375" height="241" /><br />
<div class="legenda">Peão Pantaneiro durante uma<br />
competição na “Festa do Laço”. <br />
(Refúgio Ecológico Caiman,<br />
Pantanal de Miranda, MS, 1998)</div></p>

<p>O laço é um dos instrumentos mais úteis para o peão pantaneiro, tanto nas comitivas de gado como nos trabalhos rotineiros de campo ou nas competições (festas de laço). Serve para laçar gado e cavalos, quando algum animal foge ao controle ou precisa ser curado/marcado. No caso das competições ele pode ser “chumbado”, ou seja, trançado ao redor de um cordão com pequenos pesos de chumbo. Isto dá mais peso e precisão na laçada, especialmente se no dia da competição estiver ventando muito.</p>

<p>Geralmente os peões possuem dois laços, um para a estação das cheias e outro para a seca, pois o tratamento que o couro recebe pode ser diferente dependendo da época em que serão utilizados. O laço “de cheia” costuma ter durabilidade menor, devido à ação da água.</p>

<p><img alt="foto_laco2.jpg" src="http://www.fotograma.com.br/textos/img/foto_laco2.jpg" width="375" height="228" /><br />
<div class="legenda">Peão conduz um bezerro <br />
para ser curado no “rodeio”.<br />
(Refúgio Ecológico Caiman, <br />
Pantanal de Miranda, MS, 1998)</div></p>

<p>O comprimento do laço é variável, mas os maiores medem uma base de “12 braças” (medida equivalente à distância entre as duas mãos quando se está com os braços abertos). </p>

<p>Hoje em dia, além de seu uso tradicional como instrumento de trabalho, o laço tornou-se uma peça decorativa bastante procurada por visitantes que vêm ao nosso Estado. Por esta razão, os peões têm conseguido aumentar sua renda através da venda de laços como artesanato para turistas.</p>

<p><img alt="foto_laco3.gif" src="http://www.fotograma.com.br/textos/img/foto_laco3.gif" width="291" height="211" /><br />
<div class="legenda">Laço utilizado como decoração <br />
em uma casa de fazenda<br />
(Receptivo da Estância Mimosa, <br />
Bonito, MS, 2000)</div></p>

<p>Antes de estar pronto para o manuseio, o couro de vaca utilizado pelos pantaneiros em seus artefatos precisa passar por uma série de processos, que serão descritos a seguir. Como alguns dizem no Pantanal, “da vaca só não se aproveita o mugido”...</p>

<p>1.O primeiro passo é a retirada do couro da vaca recém-abatida. Este couro obviamente vem com impurezas – restos de carne e gordura, sangue e pêlos. Para iniciar seu preparo, é preciso realizar dois processos: “DESPELAR” e “LONQUEAR”, ou seja, retirar os pêlos e restos de carne e gordura com auxílio do machete (a faca “companheira” do pantaneiro) muito bem afiado. Durante a retirada do couro, deve-se ter extremo cuidado para não “ferí-lo” com o machete, pois qualquer corte inviabilizará seu uso para confecção do laço.</p>

<p>2.A seguir, o couro é ESPECADO – esticado ao sol e amarrado próximo ao galpão dos peões, em uma armação retangular de madeira. É interessante destacar que, durante este processo, aves como o carcará ou galinhas auxiliam na retirada de restos de carne que porventura tenham permanecido no couro. </p>

<p>3.Com o couro já seco, é hora e LONGUEAR a peça. Isto significa cortá-lo em uma espiral de fora para dentro, formando uma longa tira única, da mesma forma que ocorre quando se descasca uma laranja. Se o couro estiver muito duro, ele pode ser SOVADO com o instrumento chamado sovador – um pequeno toco de madeira com uma fenda longitudinal, por onde a tira de couro é passada e dobrada continuamente para amaciar e ficar mais maleável. </p>

<p>4.A próxima etapa é TIRAR OS TENTOS – cortar esta tira única em tirinhas mais finas, da espessura que será utilizada na confecção do laço. Para este serviço, ela é pregada a um dos esteios do galpão dos peões. </p>

<p>5.Tudo pronto, está na hora de trançar o laço, certo? Ainda não... Se os tentos forem trançados neste estágio, as quinas estarão afiadas (imagine um corte transversal ao tento – ele terá a forma de um retângulo com quatro cantos de 90 graus) e acabam cortando os tentos sobrepostos, diminuindo assim a resistência do laço. Portanto, eles precisam ser DESQUINADOS, ou seja, com o machete mais afiado ainda, o peão deve arredondar os cantos de cada tento (geralmente os laços são trançados com 4 tentos, técnica conhecida simplesmente como “trança de quatro”). Imagine “desquinar” com o machete, com extremo cuidado e precisão, 48 “braças” de couro com largura de menos de 1 centímetro! </p>

<p>6.Finalmente, é hora de trançar o laço. Para isto, o melhor horário é de madrugada, antes do sol nascer, quando o sereno deixa o ar mais úmido e o couro mais maleável. Os tentos são novamente pregados (ou amarrados) no esteio do galpão, e o peão começa a trançá-lo. A cada trançada, o tento é passado pelas costas e tensionado pelo próprio peso do peão, que inclina seu corpo para trás, deixando a trança bem ajustada. </p>

<p>7.Uma vez pronto o laço, pode-se esfregar nele algumas folhas de “fedegoso”, uma planta leguminosa que dará boa aparência e ajudará a evitar a formação de mofo no mesmo.</p>

<p><img alt="foto_laco4.jpg" src="http://www.fotograma.com.br/textos/img/foto_laco4.jpg" width="375" height="250" /><br />
<div class="legenda">Peões saindo para o campo – <br />
observe os laços presos ao arreio.<br />
(Refúgio Ecológico Caiman, <br />
Pantanal de Miranda, MS, 1997)</div></p>

<p>Para outros produtos (confecção de arreios, cadeiras, redes, botinas, etc), o couro precisa ser trabalhado em um curtume, onde passará pelos seguintes processos:</p>

<p>1.Depois de retirado, o couro é colocado em um tanque com palha de arroz, que ajuda a secá-lo evitando seu apodrecimento. </p>

<p>2.Já seco, passa-se o couro para outro tanque com sal grosso, que o conservará até que o curtumeiro esteja disponível para trabalhá-lo. </p>

<p>3.O curtumeiro retira este couro do sal e coloca-o em um tanque com cal e água, para retirar os restos de carne, gordura e pêlos. </p>

<p>4.A etapa seguinte é o curtimento do couro em um tanque com água e casca do angico vermelho (uma árvore leguminosa muito popular no Pantanal, rica em tanino). Isto o deixará com uma cor mais bonita e ajudará na sua conservação. </p>

<p>5.Após este processo, o couro está pronto para ser trabalhado, passando por procedimentos semelhantes aos descritos anteriormente para a confecção do laço.</p>]]>

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<title>Projeto Pantanal Vai à Praia: Resultados</title>
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<modified>2006-02-20T22:44:09Z</modified>
<issued>2005-04-27T13:46:57Z</issued>
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<summary type="text/plain">Trabalhos Desenvolvidos Durante a viagem, apresentamos... - 16 palestras; - 71 exposições; - 15 trabalhos de educação ambiental em escolas. ... participamos de... - 16 entrevistas para TV; - 17 entrevistas para rádio; - 04 matérias em revistas; - 17...</summary>
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<dc:subject>cicloturismo</dc:subject>
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<![CDATA[<p><strong>Trabalhos Desenvolvidos</strong></p>

<p>Durante a viagem, apresentamos...<br />
- 16 palestras;<br />
- 71 exposições;<br />
- 15 trabalhos de educação ambiental em escolas.</p>

<p>... participamos de...<br />
- 16 entrevistas para TV;<br />
- 17 entrevistas para rádio;<br />
- 04 matérias em revistas;<br />
- 17 matérias em jornais. </p>

<p>... e fizemos:<br />
- 1.700 fotografias em negativo (papel);<br />
- 1.400 fotografias em cromo (slides);<br />
- 240 fotografias digitais.</p>

<p><strong>Dados Técnicos</strong><br />
- foram 145 dias de viagem (sendo 32 dias de chuva);<br />
- dormimos em 81 localidades (pagamos para dormir 22 vezes, o restante foi cortesia);<br />
- pernoite mais barata = R$ 10,00 para os três com café da manhã (Canavieiras, BA);<br />
- acampamos 06 vezes.</p>

<p><strong>Dias passados em cada Estado: </strong><br />
- ES = 9 | BA = 34 | SE = 2 | AL = 10 | PE = 9 | PB = 6 | CE = 26 | PI = 3 | MA = 19<br />
- Do total de 1314 refeições (3 por dia X 3 pessoas), recebemos 321 cortesias.<br />
- O custo médio da viagem (excluindo os gastos anteriores a nossa saída) foi de R$ 7,99 por pessoa/dia.</p>

<p><strong>Distâncias Percorridas Pelo Projeto</strong><br />
- Total = 9254 km<br />
- Pantanal &rarr; Ribeirão Preto: 1170 km<br />
- Ribeirão Preto &rarr; São Paulo:  320 km<br />
- São Paulo &rarr; Vitória: 882 km<br />
- VITÓRIA &rarr; SÃO LUÍS: 4223 km<br />
- Trecho efetivamente pedalado: 3200 km (64,4% em asfalto; 35,6% na terra ou praia)<br />
- São Luís &rarr; Ribeirão Preto: 2659 km<br />
- Percorremos aproximadamente 50 km em ciclovias (0,16% do trajeto pedalado!). <br />
- O tempo de pedal foi de 216 horas e 23 minutos em cima das bicicletas.<br />
- A velocidade média geral nas bikes foi de 15,61 km/h.</p>

<p><strong>Equipamentos Que Quebraram Ou Gastaram<br />
</strong>- 14 furos em câmaras de ar;<br />
- 04 pneus rasgados;<br />
- 02 correntes partidas;<br />
- 02 movimentos centrais estourados;<br />
- 02 jogos de esferas para cubos das rodas foram trocados;<br />
- 03 raios quebraram;<br />
- 09 parafusos afrouxaram;<br />
- 14 sapatas de freio foram substituídas; <br />
- 01 sensor do ciclocomputador quebrou;<br />
- 02 bagageiros dianteiros quebraram (sendo 3 vezes cada um...);<br />
- 01 bagageiro traseiro quebrou na solda.<br />
(*) A Ciclo Shopping (Natal) e Bike Tech (Fortaleza) deram cortesia total nas revisões.</p>

<p><strong>Outras Curiosidades</strong><br />
- A pior subida: ladeira na estrada de terra entre Caraíva (BA) e Trancoso (BA).<br />
- A melhor descida: estrada asfaltada da praia de Búzios, entre Barra da Tabatinga (RN) e Natal (RN) - velocidade máxima de 71,5 km/h! <br />
- Os preços para transportar bicicletas em ônibus variavam de gratuito (Barreirinhas, MA) até o mesmo valor da passagem (Parnaíba, PI)!<br />
- Fizemos travessias em barco ou balsa 50 vezes, totalizando 35 horas...<br />
- Em algumas travessias de balsa ou barco, bicicleta pagava metade da taxa cobrada para um carro (além disto, o ciclista também tinha que pagar o preço de uma pessoa, ao contrário do motorista).<br />
- Cidades onde os motoristas mais nos desrespeitaram: Fortaleza e João Pessoa.<br />
- Fomos vítimas de 03 pequenos furtos (01 camiseta, 01 relógio de pulso e 01 corrente reserva de bike), mas em nenhum estávamos presentes ou fomos vítimas de violência.<br />
- Nos demos meio mal várias vezes por confiar nas informações "pouco precisas" sobre distâncias, qualidade das estradas, quantidade de ladeiras por quilômetro, pontos de referência, direção a tomar nas bifurcações, presença de placas, horários de maré, densidade da areia, largura e profundidade de riachos; <br />
- Durante a viagem, ganhamos: 35 camisetas, 22 bonés, 6 kg de papéis (folhetos promocionais, mapas, guias), 4 ferramentas de bicicleta, 53 presentes diversos (artesanatos, CDs, livros, adesivos, canetas, bottons, chaveiros, fotos, etc), 89 cocos, 1 kg de peixe seco, 700 g de tapioca e VÁRIOS passeios sensacionais (buggie, mergulhos, cavalgadas, caminhadas, trilhas de bike e outros)...</p>]]>

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<title>Projeto Pantanal Vai à Praia</title>
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<issued>2005-04-27T13:44:36Z</issued>
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<summary type="text/plain">Três biólogos decidem viajar de bicicleta pelo litoral do Nordeste levando uma exposição itinerante sobre o Pantanal Por Daniel De Granville Daniel De Granville, Guto Bertagnolli e Tietta Pivatto em Jericoacoara (CE) Quando se fala em ciclismo, todo mundo logo...</summary>
<author>
<name>daniel</name>


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<dc:subject>cicloturismo</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="pt" xml:base="http://www.fotograma.com.br/">
<![CDATA[<p><strong>Três biólogos decidem viajar de bicicleta pelo litoral do Nordeste levando uma exposição itinerante sobre o Pantanal</strong></p>

<p>Por Daniel De Granville</p>

<p><img alt="foto_projetopantanal.jpg" src="http://www.fotograma.com.br/textos/img/foto_projetopantanal.jpg" width="375" height="250" /><br />
<div class="legenda">Daniel De Granville, Guto Bertagnolli <br>e Tietta Pivatto em Jericoacoara (CE)</div></p>

<p>Quando se fala em ciclismo, todo mundo logo pensa naquelas competições envolvendo um monte de gente suada correndo em cima de uma bicicleta com um número grudado na camiseta. Porém, segundo o Dicionário Aurélio, ciclismo é "a arte de andar de bicicleta". Assim, chegamos à conclusão de que nós três éramos ciclistas havia muito tempo e não sabíamos.</p>

<p>Tudo bem, então já éramos ciclistas, mas daqueles de fim de semana, que durante sua vida toda vai pedalar uns três mil quilômetros no máximo. Daí a inventar um projeto de pedalar quase 4.500 quilômetros em quatro meses tem uma grande diferença! </p>

<p><br />
<strong>O Começo De Tudo</strong></p>

<p>Na primeira vez que tivemos essa idéia, nem nós acreditávamos muito que íamos levá-la a sério. Mas a coisa foi tomando forma, começamos a imaginar o que seria viajar tudo isto, e também queríamos "algo mais", pois com um pouco de pesquisa descobrimos que ir de bicicleta de Vitória a São Luís não era algo tão inédito assim... Ouvimos falar de gente que estava dando a volta na América do Sul, outros indo do Alaska à Terra do Fogo, outros ainda apenas dando a volta no planeta! Assim surgiu o Projeto "Pantanal Vai à Praia", uma maneira de agradecer ao Pantanal e os Pantaneiros por tudo que ele nos mostraram, conhecer o Nordeste e ainda conseguir quem nos patrocinasse pelo ineditismo da coisa. </p>

<p>Idéias prontas na cabeça, por onde começar a agir? Ainda estávamos no Pantanal - trabalhando no Refúgio Ecológico Caiman -, não tinhamos muito tempo, e o único computador e telefone à nossa disposição eram os de serviço. Assim, nos raros momentos em que não estavam sendo usados, a gente digitava o Projeto pra buscar patrocínio ou fazia os primeiros telefonemas. </p>

<p>E o treinamento? Era feito nas horas vagas, ou seja, das 11 ao meio dia, debaixo daquele sol "ameno" do Pantanal em janeiro (quem conhece sabe muito bem a sensação). Pedalávamos 8 quilômetros em uma estrada cascalhada, parávamos em um corixo para um mergulho na água morna, voltávamos e chegávamos no refeitório para almoçar com nossos colegas de trabalho. Imagine a felicidade deles ao compartilharem uma mesa com três ciclistas suados... Algumas tardes sobrava um tempinho e lá íamos nós novamente, desta vez 28 quilômetros, com direito ao pôr-do-sol e bichos do Pantanal. Tudo cronometrado e anotado: velocidades máxima e média, tempo, distância percorrida. Parada pra descanso, só quando aparecia um tamanduá no mato ou quando um jacaré atravessado na estrada não dava passagem...</p>

<p>Assim se foi um mês, daí era hora de arrumar a mudança, despedir dos amigos do Pantanal e voltar para nossas respectivas cidades. O trabalho por lá havia terminado, e nos próximos três meses era dedicação exclusiva ao Projeto: mandar e-mails, correspondências, fazer centenas de telefonemas, montar a página na Internet, pedir patrocínio, treinar, arrumar mudança, estudar sobre a região que íamos percorrer e também sobre manutenção de bicicleta. </p>

<p><br />
<strong>"É Erva Mate, Seu Guarda!"</strong></p>

<p>O primeiro patrocinador que fechou com a gente - ainda no Pantanal - foi a Zaionc Agropecuária, uma fábrica de erva mate para tereré (versão pantaneira do chimarrão gaúcho, porém gelado por motivos óbvios!). Ganhamos um fardo com 30 pacotes de 500 gramas, que seriam levados na viagem para servir aos povos do litoral, e deveriam ser retirados por nós na distribuidora em Campo Grande, no dia de irmos embora. Imagine Daniel e Guto em uma Saveiro absolutamente lotada de tranqueiras (afinal, estávamos de mudança!), tendo de arrumar espaço para acomodar 15 quilos de tereré. A solução foi abrir o fardo e espalhar os pacotes da erva por todo o carro, onde tivesse um cantinho para enfiar - debaixo do banco, no porta luvas, na caçamba. É claro que o carro ficou impregnado com cheiro de erva mate, e é claro também que fomos parados por uma blitz da Polícia Rodoviária Federal à 1 hora da manhã no meio de Mato Grosso do Sul. Foi bem complicado convencer o guarda de que aquilo era erva mate, que estávamos sendo patrocinados e o tereré seria levado pelo Nordeste de bicicleta...</p>

<p><br />
<strong>A Viagem</strong></p>

<p>Foram três longos e trabalhosos meses, da chegada em casa no final de janeiro até a partida para Vitória no dia 5 de abril. Por definição, biólogos são extremamente idealistas e péssimos negociantes! Demorou até a gente pegar os macetes e ficar mais "cara de pau" para pedir patrocínio... Hoje podemos dizer que o mais cansativo em um projeto como este não é pedalar - definitivamente não! Nada se compara à correria para enviar as cópias do projeto às empresas, cobrar respostas, fazer cálculos, etc, etc. </p>

<p>Nosso roteiro foi montado com base em quatro fontes: um mapa rodoviário geral do Brasil, um guia de estradas e praias específico para o litoral, os mapas oficiais dos DERs de cada estado (nem sempre atualizados!) e um guia rodoviário em CD ROM da GFMI Software. Problemas? Em vários trechos, as informações não batiam entre as quatro fontes. Às vezes uma estrada não aparecia, ou as distâncias indicadas variavam 20 quilômetros. Pra quem está viajando de carro não é nada, mas de bicicleta...</p>]]>

</content>
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<title>A estrada boiadeira de Bonito, MS</title>
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<issued>2005-04-27T13:25:40Z</issued>
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<summary type="text/plain">Por Daniel De Granville » A estrada boiadeira de Bonito é utilizada para transportar gado que vem ou vai do Pantanal do Nabileque para outras fazendas ou cidades da região (Nioaque, Guia Lopes da Laguna, Sidrolândia); » Foi construída há...</summary>
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<name>daniel</name>


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<dc:subject>ecoturismo</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="pt" xml:base="http://www.fotograma.com.br/">
<![CDATA[<p>Por Daniel De Granville</p>

<p>» A estrada boiadeira de Bonito é utilizada para transportar gado que vem ou vai do Pantanal do Nabileque para outras fazendas ou cidades da região (Nioaque, Guia Lopes da Laguna, Sidrolândia);</p>

<p>» Foi construída há aproximadamente 17 anos, ou seja, em 1988;</p>

<p>» O projeto foi do vereador Afrânio, na época do prefeito “Mimito”;</p>

<p>» O objetivo era desafogar o trânsito de boiadas na área urbana, devido ao crescimento da cidade;</p>

<p>» Antes da boiadeira, as comitivas passavam pela atual Rua das Flores (paralela à Pilad Rebuá), pela Rua General Osório e beiravam o córrego Bonito;</p>

<p>» A extensão total da estrada é de aproximadamente 7 km;</p>

<p>» Geralmente a comitiva pernoita no “curralão” próximo ao hotel Tapera, de onde sai às 6h00 e chega no final (próximo à Pousada Olho d’Água) entre 9h00 e 10h00 (3 a 4 horas de viagem), dependendo do tamanho da boiada;</p>

<p>» Uma viagem até o Pantanal do Nabileque, a partir do final da boiadeira, dura em média 10 “marchas”, ou seja, 10 dias (1 marcha = 3 léguas = 18 km = distância média percorrida pela comitiva em um dia de viagem);</p>

<p>» Viagens para o Paraná chegavam a durar de 70 a 120 dias! </p>

<p>» As maiores boiadas que já passaram por esta estrada tinham cerca de 1300 cabeças;</p>

<p>» Hoje em dia a estrada se encontra meio abandonada, com lugares ruins de passar (principalmente o córrego, onde faltam manilhas) e muito lixo jogado pelas pessoas (*);</p>

<p>» Seria uma boa alternativa de passeio a pé para os moradores, que atualmente caminham ao longo da estrada do balneário, cada vez mais perigosa (*). <br />
 </p>

<p><strong>OUTRAS CURIOSIDADES<br />
</strong><br />
A maioria das informações acima foi colhida em entrevista realizada em junho de 2000 com o Sr. MARCONDES DE ASSIS, condutor de comitiva há 45 anos. Como todo líder de comitiva, ele é o “culatra” – pessoa que fica na retaguarda da boiada, de onde se pode observar todo o movimento.</p>

<p>Nasceu na Fazenda Iguaçu (a 18 km de Bonito, na saída para Porto Murtinho), de onde saiu aos 19 anos para servir o Exército em Aquidauana. Após este período, começou a viajar em comitivas e veio morar na cidade.</p>

<p>Durante a conversa, “Seu” Marcondes – como é conhecido na cidade - me apresentou uma Guia de Tropa datada de 15 de abril de 1970. Trata-se de um documento comprovando que os burros que estavam com ele faziam parte da comitiva, e deveriam voltar após o gado ser entregue. Isto visava controlar o deslocamento de animais e coibir seu roubo. <br />
Seu Marcondes conta ainda que costumava domar cavalos e burros na área da atual praça central de Bonito. Em uma ocasião, ao montar um burro arredio, fraturou a clavícula. </p>

<p>Atualmente, a periodicidade das viagens de comitiva caiu bastante, sendo gradualmente substituídas por transporte rodoviário em caminhões boiadeiros. Ainda assim, às vezes ela chega de uma comitiva e no dia seguinte tem de partir em outra viagem. O proprietário do gado o contrata a um preço médio de R$ 170,00 por dia, que deverá ser utilizado para pagar a alimentação, pouso e diária dos peões. O Sr. Marcondes é o encarregado de montar a equipe de peões e lhes fornecer os burros – o peão é responsável por levar sua própria tralha de arreio. Ele possui 22 burros e uma égua “madrinheira”, que carrega a “polaca” ou “polaqueira” (sino pendurado ao pescoço) e lidera a tropa, a qual está habituada a segui-la pelo som do sino. No lugar da égua “madrinheira” pode ser um cavalo “petiço” (pequeno).</p>

<p>Às vezes, alguns proprietários não fornecem pouso para a comitiva “por ruindade”, e não por medo da transmissão de doenças para seu gado. Nestes casos, a boiada tem de ser cercada por cordas e os peões se revezam para vigiá-la durante a noite. </p>

<p><strong>As informações marcadas com asterisco (*) foram baseadas em comentários da Sheila, moradora da cidade há muitos anos  e responsável pela loja “Bicho da Gruta”.</strong></p>]]>

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<title>Receita de Sopa Paraguaia</title>
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<![CDATA[<p>Por Daniel De Granville</p>

<p><em>Informações fornecidas por Carlos Chaves (natural de Bela Vista, MS, divisa com o Paraguai) - atualmente é cozinheiro no Parque Ecológico Rio Formoso, Bonito, MS</em></p>

<p>Existem pelo menos três versões distintas para o fato de este prato receber o nome de “sopa”, quando se trata na verdade de uma torta de milho com queijo e cebola, sendo mais um exemplo da grande influência que a cultura paraguaia tem na nossa região. </p>

<p>Alguns dizem que originalmente era mesmo uma sopa normal, a qual os soldados paraguaios levavam para os campos de batalha durante a Guerra do Paraguai (1865 – 1870). Como era difícil transportar algo tão líquido em uma situação como aquela, aos poucos foram sendo incorporados ingredientes que a tornaram mais sólida, adquirindo a consistência atual. <br />
 <br />
Outra teoria é de que o termo “sopa”, para alguns paraguaios da fronteira com Mato Grosso do Sul, significa “torta”, e o que nós brasileiros chamamos de “sopa” eles denominam “ensopado”. </p>

<p>A terceira versão é de que a massa desta torta, antes de ser assada, é bastante líquida, muito mais do que as massas de tortas comuns, parecendo mesmo uma sopa. </p>

<p>Teorias à parte, o fato é que esta é realmente uma comida deliciosa e bem fácil de fazer, então vamos lá:</p>

<p><br />
<strong>INGREDIENTES</strong></p>

<p>+ 01 prato (bem cheio) de farinha de milho tipo “biju”<br />
+ 01 prato (bem cheio) de queijo tipo mineiro, ralado<br />
+ 02 cebolas médias, picadas em pedaços pequenos<br />
+ 01 copo (tipo de requeijão) de óleo de cozinha, quase cheio<br />
+ 02 ovos<br />
+ Leite e Sal a gosto</p>

<p><strong>COMO PREPARAR</strong></p>

<p>Antes de tudo, misture em uma vasilha a farinha de milho com leite, em quantidade suficiente para que todo o leite seja absorvido pela farinha (mais ou menos 1 ½ copo). Deixe descansar enquanto prepara os outros ingredientes. Coloque todos (exceto o sal e o restante do leite) na vasilha com a farinha e leite. Misture bem com colher de pau e vá acrescentando leite, até a massa adquirir uma consistência mais mole que massa de bolo (como uma sopa grossa). Coloque sal a gosto. Despeje em uma assadeira retangular forrada com folhas de bananeira, ou então untada com óleo e farinha de trigo. Leve ao forno médio para assar até ficar bem corada. Pronto, agora é só servir e bom apetite! </p>

<p><br />
<strong>OBSERVAÇÃO<br />
</strong><br />
É importante mencionar que as receitas variam muito de um cozinheiro para outro, havendo várias consistências e sabores diversos utilizando os mesmos ingredientes básicos. Se você colocar dez cozinheirras pantaneiras lado a lado para fazerem sopa paraguaia, certamente cada uma sairá com um aspecto, sabor e consistência diferentes!</p>]]>

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